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Postado em: 17/02/2022 às 16:21
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Suínos: oferta e custo alto determinam pior relação de troca da história para produtor

O prejuízo contabilizado pela atividade neste início de ano é realmente assustador, destaca a Associação Brasileira de Criadores de Suínos


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A Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) afirmou nesta terça-feira, em nota, que a ampla oferta de suínos e custos elevados de produção determinam, neste momento, a pior relação de troca da história da suinocultura do país.

Em levantamento realizado pela entidade, em janeiro deste ano a relação de troca do suíno com o milho foi de 3,65 (com a venda de 1 quilo de suíno se compram 3,65 quilos de milho) e, com o farelo de soja, foi de 2,11. A média das duas primeiras semanas de fevereiro indicou um agravamento dessa relação de troca do suíno com o milho e o farelo de soja, chegando a 3,29 e 1,90, respectivamente.

Como base de referência, de modo geral considera-se como ideal, para que se tenha margem positiva na atividade, que 1 kg de suíno vivo seja suficiente para comprar ao menos 6 kg de milho ou, no mínimo 3,5 kg de farelo de soja. “Ou seja, o prejuízo contabilizado pela atividade neste início de ano é realmente assustador”.

A ABCS aponta vários motivos para o setor ter chegado a esta situação. As exportações da proteína suína para a China começaram a diminuir entre outubro de 2021 até janeiro deste ano, segundo a ABCS. No primeiro mês de 2022, o país asiático se manteve na liderança das aquisições do Brasil, mas isso não representou a metade das exportações.

“A Rússia que, ao anunciar cota de 100 mil toneladas para o primeiro semestre deste ano, representou uma esperança de compensar o recuo chinês, ainda se mostrou muito tímida nas compras, pelo menos em janeiro, com apenas 1.657 toneladas”, observou a entidade.

Em 2021 a disponibilidade interna de carne suína aumentou em mais de 284 mil toneladas, quando comparado com o ano anterior, resultando em incremento do consumo de 1,2 kg por habitante/ano, ou seja, crescimento de 7%, o maior salto da história em um ano.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que a média exportada de carne suína, nos primeiros nove dias úteis de fevereiro, ficou em pouco mais de 3,1 mil toneladas por dia, contra 4 mil toneladas diárias em fevereiro do ano passado, “indicando que não teremos, ao menos neste início de ano, crescimento significativo das exportações”, diz a ABCS.

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