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Alta do dólar eleva endividamento dos estados em R$ 15 bilhões

Economia

Em 16/05/2018 às 08:44 hrs

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Em meio à dificuldade para equacionar a delicada situação fiscal, alguns estados vão ter que encarar mais uma fonte de dor de cabeça

© DR© DR

Débito saiu de R$ 97 bilhões e atingiu R$ 112,1 bilhões

Em meio à dificuldade para equacionar a delicada situação fiscal, alguns estados vão ter que encarar mais uma fonte de dor de cabeça: a forte valorização do dólar nas últimas semanas e os seus efeitos sobre o endividamento em moeda estrangeira.

De janeiro até ontem terça-feira (15), a dívida externa total dos estados cresceu R$ 15,1 bilhões. Ela saiu de R$ 97 bilhões e atingiu R$ 112,1 bilhões, segundo estimativas feitas com base em dados do Banco Central e no comportamento do dólar.

Apenas ontem(15), dia em que o dólar chegou ao maior nível desde abril de 2016, cotado a R$ 3,66, o endividamento externo dos estados subiu R$ 1,2 bilhão.

A nova fonte de tensão não atinge de maneira uniforme todos os estados, mas acerta justamente os governos menos endividados -pelo menos até o fim do ano passado.

Se os governos regionais com grandes volumes de dívida tivessem boa parte dela em moeda estrangeira, o estrago poderia ser muito maior.

Entre os estados, o mais comprometido é o Amazonas, onde o endividamento externo cresceu 25 pontos percentuais entre 2016 e 2017, alcançando 50% da dívida consolidada de pouco mais de R$ 6,2 bilhões. O levantamento com base em dados do Tesouro foi feito por Vilma da Conceição Pinto, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas.

Completam o grupo do estados mais endividados em dólar o Ceará (49% de uma dívida de quase R$ 12 bilhões); Pernambuco (43,5% da dívida de R$ 14,7 bilhões); Piauí (42,6% de uma dívida total de R$ 5 bilhões); e o Acre, com 40,8% da dívida em outras moedas.

"Os números mostram que os estados mais expostos às flutuações da moeda americana são aqueles com baixo endividamento. Esse é o grupo que está vendo a dívida aumentar", diz Vilma Pinto.

Fonte: Notícias ao Minuto

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