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Mais de três mil motoristas tiveram as carteiras de habilitação suspensas devido ao uso de drogas ou anfetaminas no Paraná

Legislação

Em 25/04/2018 às 16:13 hrs

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O condutor reprovado no exame toxicológico fica com as categorias C, D e E suspensas por 90 dias

Mais de três mil motoristas tiveram as carteiras de habilitação suspensas devido ao uso de drogas ou anfetaminas no ParanáMais de três mil motoristas tiveram as carteiras de habilitação suspensas devido ao uso de drogas ou anfetaminas no Paraná

Exames toxicológicos têm diagnosticado o uso excessivo de medicamentos e drogas por motoristas de caminhões, carretas e ônibus. De acordo com o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), em 2017, 3.278 condutores tiveram o resultado positivo para o uso de drogas ou anfetaminas.
O exame toxicológico é obrigatório desde 2016 na hora de renovar a carteira de motorista ou mudar de uma categoria para outra.
O vício de caminhoneiros em usar drogas e medicamentos para cumprir longas viagens, sem parar, é uma prática perigosa, pois pode causar acidentes.
Um motorista que pediu para não se identificar conta que usa medicamentos para não dormir enquanto dirige há 20 anos. A anfetamina faz com que ele rode pelas estrads por mais de 24 horas sem parar para descanso. Ele geralmente faz o trajeto entre o Tocantins e Paraná. No caminho toma cerca de 15 comprimidos por viagem.
“Uso rebite. Acho melhor tomar do que dormir e tombar. Amo a minha profissão, mas não dou conta se não for assim”, diz o caminhoneiro.
Reprovado no exame, o motorista fica com a categoria C, D e E suspensa por 90 dias. No entanto, pode dirigir carro ou moto nesse período se for habilitado para essas categorias.
A exigência deste teste provocou uma redução no número de renovações de carteiras de habilitação entre motoristas habilitados nas categorias C,D e E. De acordo com o Detran-PR, enquanto que em 2015 foram registradas 49.175 renovações, em 2017 foram 35.519, uma redução de 27%.
“Uma questão que deve ser levada em consideração é o valor do exame, chega a ser até 20% do valor da inclusão da categoria. Muitos motoristas utilizam drogas e, por isso, não passam nos exames”, diz o chefe do Detran em Paranavaí, Ivan Carvalho.
O médico socorrista Henrique Martins, que é acostumado a atender acidentes de trânsito, explica que o uso de substâncias é um perigo para quem está na estrada.

Fonte: G1 Paraná

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